O
Presidente angolano tentou segunda-feira demover o ex-chefe de Estado
de Angola José Eduardo dos Santos de viajar, terça-feira, para Espanha,
via Lisboa, num voo da transportadora aérea portuguesa TAP,
“contrariando diligências protocolares e logísticas”.
Num
comunicado, a Casa Civil do Presidente da República refere que a
“surpreendente decisão” de José Eduardo dos Santos utilizar o voo
comercial da TAP, “em detrimento da própria companhia de bandeira TAAG”,
não respeita o protocolo, situação que levou o próprio João Lourenço a
deslocar-se à residência do ex-chefe de Estado, em Luanda, para o
demover da pretensão.
“A surpreendente decisão do ex-Presidente
da República se fazer transportar em aeronave comercial estrangeira, em
detrimento da própria companhia de bandeira TAAG na sua deslocação à
Europa, contraria diligências protocolares e logísticas desencadeadas
pelo Estado angolano nas últimas semanas, que pôs à sua disposição uma
aeronave compatível com o seu estatuto”, lê-se no documento.
“Tão
logo o Executivo soube da intenção, por parte do ex-Presidente da
República, de rejeitar a utilização do meio aéreo contratualizado, foram
accionados todos os canais de diálogo e persuasão em ordem a prevalecer
as normas e os princípios de protocolo atendíveis, sem que, contudo,
tais esforços desembocassem numa solução para o impasse”, acrescenta o
comunicado.
“Nem mesmo depois de segunda- feira, pelas 17:00
[mesma hora em Portugal], o Presidente da República, João Lourenço, se
ter deslocado e falado com o ex-Presidente na residência deste, ao
Miramar”, lê-se ainda.
José Eduardo dos Santos (Presidente de
Angola entre 1979 e 2017) desloca-se a Espanha para “exames médicos de
rotina” e manteve a decisão de partir terça-feira de manhã na
transportadora portuguesa TAP.
“Entretanto, e respeitando em
rigor o normativo que define os direitos e regalias dos antigos
Presidentes da República, o Executivo assegurou todos os aspectos
logísticos e financeiros relacionados com a atenção médica a que se
submeterá o ex-Presidente José Eduardo dos Santos em Espanha”,
acrescenta-se no comunicado.
“O Executivo lamenta profundamente tal atitude, cujas consequências não são da sua responsabilidade”, termina o documento.
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