O Orçamento Geral do Estado de 2019 Revisto, foi aprovado esta
quinta-feira, 06, de Junho do corrente ano, na Assembleia Nacional, com
126 votos do MPLA, 60 contra da UNITA e CASA-CE e 3 abstenções do PRS e
FNLA.
O Deputado e Presidente em exercício da FNLA, Lucas Ngonda disse.
“Nós
esperávamos que, as rubricas sobre a diversificação da economia
merecesse uma atenção especial. Rubricas tais como o melhoramento das
vidas das populações, que nos últimos tempos enfrenta problemas de seca,
problemas de fome, morte do gado. Mas, nós constatamos aqui, que
relativamente a estas questões ligadas a agricultura a lógica continua a
ser sempre a mesma, quer dizer que, nada aumentou substancialmente que
possa de facto favorecer o desenvolvimento harmonioso nesse orçamento,
portanto revisto”.
O PRS, que tal como a FNLA também absteve-se,
justificou a sua posição na voz do seu Presidente e líder do seu Grupo
Parlamentar, Benedito Daniel.
“O Partido da Renovação Social
(PRS) votou a abstenção, por considerar que a proposta de lei que aprova
o Orçamento Geral do Estado revisto, para o exercício económico 2019,
na sua essência não apresentou novas ou outras prioridades. As
províncias com menos orçamento continuam, os órgãos com menos dotação
também continuam”.
Manuel Fernandes da CASA-CE explica que, “O
Grupo Parlamentar da CASA-CE votou contra o OGE 2019 Revisto, pelas
seguintes razões: Com este OGE de hostilidade os angolanos ficarão mais
endividados e mais pobres. A teoria “Bem-estar social para os
angolanos”, apregoado pelo titular do poder executivo até aqui não se
ajusta a realidade dos factos na vida socioeconómico da população”.
O
Grupo Parlamentar da UNITA que espelha uma lista de razões que
justificam o seu voto contra expostas na declaração feita pelo seu
responsável parlamentar Adalberto Costa Júnior, esclareceu.
“Nós
queremos partilhar com os angolanos em geral e com vossas excelências
aqui presentes, que tem havido uma tendência de desvios exacerbado entre
os orçamentos aqui debatidos e aprovados e os orçamentos implementados
na realidade nas unidades orçamentais. Nós temos andando pelo país real e
sem excessão em todos os sectores lamentam as baixas taxas de execução
orçamentais”.
O Grupo Parlamentar do MPLA, na voz do deputado Manuel Cruz Neto, afirmou.
Pode
parecer como se pretendem insinuar, que pelo facto de termos votado
favoravelmente, os deputados do MPLA e o executivo estão satisfeitos com
o orçamento revisto que acabamos de aprovar: nada mais falso. Nós não
somos masoquistas, nem sentimos prazer ou somos insensíveis a dor e ao
sofrimento do nosso povo que aqui defendemos.
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